Sair, beber e fuder? Não consigo!!! Adoraria ser inconsequente, mas... E o dia seguinte? Lavou, secou, tá novo, como um vestido recém usado? E se meu destino for o fundo da gaveta também? Vou ter bons momentos de luxúria vivdos, mas o preço é alto. Vão arrancar minha etiqueta, me usar e depois guardar, para quando não tiver nada melhor no armário, me usar novamente?
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Roupa nova
Sair, beber e fuder? Não consigo!!! Adoraria ser inconsequente, mas... E o dia seguinte? Lavou, secou, tá novo, como um vestido recém usado? E se meu destino for o fundo da gaveta também? Vou ter bons momentos de luxúria vivdos, mas o preço é alto. Vão arrancar minha etiqueta, me usar e depois guardar, para quando não tiver nada melhor no armário, me usar novamente?
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
27 - 60
Você muito tenta o que eu muito quero...
Você acha, mas não imagina
O quanto eu desejo, o quanto eu almejo
O beijo...
Do cara, do moço, do homem
Do mestre
Real, maduro, especial, desigual.
Pra mim
Mais velho
Mais sábio
Muitos papos de inglês jasmim
Lábia, lábios
Que grudam em mim
Menos jogo
Menos tiros
Só suspiros
Acho "gozado" assim
Como ele diz
Como ele me deixa
Viro sua gueixa
De massagens e postagens
Nas mensagens, nas viagens
Do rio a Sampa
Uma ligação franca
De tesão e paixão
Entre um homem e uma mulher
Onde tudo... se aceita
Tudo o que fizer; quiser.
Ardor
Vinho
Palavras
Beijos e
Frescor
De um novo amor
Um grande amor
Um bom amor
De cama, mesa e
Sabor
Para seu amor
Sempre amor
Só amor
De livros
Conversas
Sexo
Diversas
Fantasias e
Amplexos
Com nexo
Sem nexo
Só sexo
Com sucesso
Homem e mulher
Prazer e delícia
De sentir e ser
Desejo e carícia
Na hora, no ato
De fato
Muito, bastante e a jato
Com ele, com ela
Na cama, na sala
Na fantasia dele e dela
Realizada
Suada e
Amada
Ontem, hoje, amanhã
E talvez sempre
Quisera que ele aguente e
Ela aceite de forma abrangente
O amor fatal
Natural
Que está por aparecer
E florescer
Na maturidade
Sem ansiedade
Da escola humana
Que termina na cama
De um lindo casal...
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
ASTRAL

Somos um produto do meio...
Portanto:
Copo meio cheio!
E para tanto:
ALEGRIA, ALEGRIA!
Viva, e não penas exista.
Ame, provoque, insista!
Acredite, que acontece.
De repente, o príncipe aparece.
Cavalo branco, sorriso largo e blusa florida.
Olhos sinceros, dizendo: "venha, querida"!
Não faça doce, não dê mole:
Se jogue!
Bora ser feliz, que tá na hora
Faça o bem e receba o super bem
Agora!
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Sem demora
Ouououououou
Ouououououoooou
Ouououououou
Ouououououooooo - oi!
Será que ainda gosto de você?
E esse rolo vai virar um amar (paixão)?
Ou será só uma refeição?
Acho que você só quer me co... zinhar!
E se não acontecer
O que é que eu vou fazer?
Te esquecer...
Ou me submeter?
Quero você
Quero você agora
Quero você
Quero você agora
Venha logo
Venha sem demora (2X)
Ouououououou oi?
Ouououououoooou
Ouououououou
Ouououououooooo - tchau!
Tô aqui te esperando, sim
Mas não abusa, não
Pois quando eu me cansar
Vai ser tarde demais...
Você tenta me pegar
E eu quero é namorar
Da um beijinho aqui
Pra depois ganhar ali...
Quero você
Quero você agora
Quero você
Quero você agora
Venha logo
Venha sem demora (4X)
Ouououououou oi?
Ouououououoooou
Ouououououou
Ouououououooooo - tchau!
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Eu?
Uma pessoa legal.
Não sou super santa, mas sou super do bem!
Nem sempre tô alto astral, porém
Sempre tenho um vintém
Pra um jantar com as amigas;
Pequenas porções de alegrias
- Coloridas e Floridas -
De dormir em paz, com a
Consciência no ar.
Como jogadora, perco sempre o Ás.
Mas a ver, ganho o melhor prêmio do jogo:
Estar ao lado de quem não sabe jogar, só viver!
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Qualquer jeito

Quero tanto um amor
Verdadeiro
e um corpo por
Inteiro
Chega de vontades
de sentir muitas saudades
de te ver sem te ter
Te esqucer?
Não consigo.
Eu tento, mas onde vais eu venho
e te sigo, mas me contenho
Mantenho a
Postura
e a
Distância
Aumentando a ressonância
Me dá um sinal, amor.
Mas cheio. Não quero
mais termo-meio
Tá doendo, sinto dor.
Te quero por perto
Sentir o cheiro, ouvir a voz,
ganhar um abraço, um aperto de perto.
Não sei mais o que faço.
Te aceito de qualquer jeito:
Como amante, marido ou até (mesmo só) amigo...
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domingo, 19 de julho de 2009
Historinha...

Era um casal apaixonado
Que só queria namorar em paz
Eles procuravam um lugar tranquilo
Sem barulhos, ruídos disso ou daquilo
Tentaram na 'Prudente' (não foi prudente!)
Uóóóóóó, bateu polícia
Não esquento, tenho documento
Guarda piscou, liberou e
Ainda paquerou minha mulher!
Arpoador. Que delícia!
Será que tem polícia?
E a cancela? Praia fechada!
Outro papo pra outro guarda
E estamos dentro...
...da rua. Mas quero ela
Dentro dela. Opa! Vamos com
Calma! Pega na mão, beijo e
Encontro de alma!
Atrás das árvores
Povo olhando, gente passando
Me sinto um adolescente
Duro
De grana e de...
Deixa pra lá!
Tô com gana dessa menina
Minha musa poetinha
Abraço, beijo e "ai"...
Por entre as pedras
Piso firme, puxo ela e
Agora vai.
Paixão, tesão, climão
Quanta roupa, abre mais
Um botão. A calça e o cinto.
O cinto! Não abre e a agonia
Me invade. Ela me ajuda
Que formosura a minha garota!
E quando a gente tava indo...
Opa!
"Aqui não é lugar de amor"
Diz o senhor que passeava
Na madrugada entre as
Pedras do Arpoador
A gente ri e se inflama,
O desejo nos chama. Mas
Eu protejo minha guria e
Ficamos só no beijo.
A lua sorri e eu vou explodir..
Que paixão grande é essa?
Tô amarrado a beça!
Caminhamos de mãos dadas,
Corremos, brincamos, pulamos
Ondas, beijo salgado de
Amor pouco usado.
E no carro, mais um amasso
Pegamos a avenida pra eu
Deixar a minha linda, que se
Despede com um beijo e diz:
- Hoje não valeu!
Adorei! Sei que amanhã
Tem mais, e ela vai usar
O corpo meu
Como se fosse
Só seu
Volto pra casa cantando.
Música, pneu e mente.
Tudo clareou de repente!
Deito e sonho... dança do ventre
Showzinho pra mim... uau
Vou fazer sem cia... assim
Em homenagem...
À minha guria!
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
UM POUCO DE VOCÊ

TÔ PEDALANDO PELA PRAIA
PASSANDO PELA TUA CASA
VAI PRA JANELA ME VER
DESCE AQUI
IPANEMA É LINDA AO ENTARDECER
UM MINUTO DA TUA ATENÇÃO
BEIJOS VELADOS
ME AQUECEM
COMEÇO A SUAR EM PLENO OUTONO
BATE A MIL MEU CORAÇÃO
QUE ABRAÇA E ACEITA O POUCO QUE VEM
TÔ VIAJANDO PELA CALÇADA
QUANDO TE VEJO
É TUDO OU NADA
PEGA A CHAVE E LIGA O CARRO
VEM ME TIRAR DAQUI AGORA
ME SEQUESTRA E ME EMBRIAGA
TE PEGO CARETA OU DETONADO
O QUE OS SANTOS NÃO QUEREM
O CEMITÉRIO ACEITA
TE AMO INTEIRO OU NA SARJETA
ATENDA LOGO O MEU CHAMADO
O MEU CHAMADO
TÔ VIAJANDO PELA CALÇADA
QUANDO TE VEJO
É TUDO OU NADA
PEGA A CHAVE E LIGA O CARRO
VOU TIRAR DAQUI NA MARRA
ME SEQUESTRA E ME EMBRIAGA
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
O Homem Fraco

Eu vou te esquecer porque você não merece o meu amar
A covardia é o presente que une os fracos
Noite e dia eu pensava no que fazer pra te encontrar
E você fugia, corria e se escondia, sem querer me olhar
E quando me olhava, disfarçava e fingia não me enxergar
E eu com lágrimas gritava e queimava por dentro
Insistia e teimava, usava minha sedução com rebeldia
Pra te satisfazer
Nosso momento de prazer tá com prazo de validade vencido
No carro, na praia, hotel, avião, "errejota" ou "essepê"
Cidade grande, asfalto, drinks e rock'n'roll amanhecido
No jogo sujo do eu comigo, crio uma desculpa só pra te ver
Então continue no seu mundinho de mentira e aparência
Onde a cama é fria e o computador é seu melhor amigo
Simonal em Ipanema sexta à noite perde fácil sua essência
E o beijo amargo antes de deitar já nem exite mais
Não culpe a religião nem fale do falso ninho construído
Lute pela felicidade, pela sua liberdade, sinta saudade
Os filhos continuarão unidos e filhos, nada será poluído
Viva a vida com frio na barriga e amor como na mocidade
Você não é obrigado, você não é forçado a viver tais
Condições vazias e nada emotivas, onde a rua, a farra
E a boemia parecem te agradar e completar muito aquém
Que a própria de casa, que deveria te alegrar mais
Do que ninguém. 
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
SEJA
Tô cansada de escrever e não ser lida
Olhar vitrina sem poder comprar
Gostar e não poder falar
Amar e não ser correspondida
Quero sentir, e poder externar
Beijar, e poder namorar
Ter vontade, e poder experimentar
Dormir e poder sonhar
Mas tudo tem de ser velado
Se verbo, manter calado
O amor, não revelado
Mesmo o sentimento estando maturado
Jogo de adulto, é isso que almeja
Relacionamento é bom com verdade
Sou simples, tenho humildade
Não jogue; Sinta e proteja
Reflita, goste...
Seja.
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Ele Me Faz Chorar

Ele me faz chorar
Quando chega com graça
Me olha sem graça
Muda de rumo e ameaça
Se virar pra mim
Ele me faz chorar
Quando a música acaba
Sorri sem graça
Vindo pra mim
Ele me faz chorar
Quando sorri tímido
Com jeito de menino
Dizendo querer, sim
Ele me faz chorar
Quando diz que tem medo
Então me ama em segredo
Pra ninguém desconfiar
Ele me faz chorar
Quando viaja sozinho
Sai pro mundo
Cai no mundo e
Sai do mundo
Ele me faz chorar
Quando o acaso ocasiona
Nesses encontros de acasos
Ele me pegar sem caso
Fazendo um grande acaso
Ele me faz chorar
Quando o encontro por acaso
E o acaso nos junta
Não faz pouco caso
E me leva pro carro
Ele me faz chorar
Quando me deixa em casa
Me abraça apertado
E me beija molhado
Dizendo "hoje não, amor"...
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
Vai se f...!
Ando com o corpo quieto, coração irrequieto
Caminho perdida, desiludida
Corro pra vida, pela vida
Deito no asfalto de pedras irregulares
Levanto de sobressalto pros mundos regulares
Rio que partiu com meu amor sem rumo
Horizonte vazio me tira do prumo
Hoje ele me beijou
no rosto
Ontem ele me amou
com gosto
Amanhã ele me lançou
Pro fosso
Atrás de esperanças, andanças
Na frente da viela, flor na lapela
Ao lado dele, sou aquela que
Por fora é bela mas
Por dentro é uma fera
Finge que não me vê
Mente que não me viu
Vira o rosto
Manda um aceno
Saio na minha
Chego sozinha
Vou pra berlinda
Volto mais linda
Pra amanhã talvez
Você me querer
E eu mandar você
Sozinho se fuder!
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Marcadores: AMOR, DESILUSÕES
quarta-feira, 25 de março de 2009
Burrice inteligente
Eu queria ter nascido burra. Juro. A menina burra e bonitinha, que namora e é feliz na sua inteligentíssima ignorância. Os homens fogem de mim. Tá, já me falaram que são só os babacas. Aqueles que têm medo de perder um debate cerebral com uma mulher. Ah, mas onde estão os letrados, então? Helooooo! Tem um cerebrozinho com carne malhada em volta aqui esperando. Na verdade... eu tô é ferrada! Além de ter nascido inteligente em um país onde só se valoriza a cultura periférica (leia-se da cintura pra baixo, de costas e de preferência de cúbito), ainda sou bocão. É, não me contenho. Ao primeiro sinal da falta de instrução alheia, retifico. Corrijo mesmo! Mas é na melhor das intenções. Assim como quando se (aff!), eu der uma erradinha no português, façam a correção, por favor! Aprendo, anoto, ponho na cachola e uso, quando precisar. Tem mulher que se finge de burra. Essas, além de inteligentes, são ardilosas. Elas não se incomodam, falam pouco, somente o básico, ouvem muito e finjem que não estão nem aí. São elas que conseguem os melhores partidos (com um "tchan a mais" e inteligentes). Mas tem de ser muito inteligente pra se fazer de burra. Eu não consigo! É mais forte do que eu. Imagino o que o outro pode pensar de mim: "é bonitinha, mas é uma porta!", ou "fica quietinha e vem cá, vem". ARGH!!!!! Não, pra mim não serve! Não estudei em um bom colégio, não lí livro russo, não fui pra universidade para ter apenas cabelos tinturados na cabeça. Não, não, não!
Então, vou ficando com minha inteligência solitária. A última vez que eu fiz um sexo gostoso foi aí no post abaixo. E eu nem estou falando de amor (ou estou?), pois tenho o pezinho bem no chão e sei que hoje em dia querer amor, pele, cérebro, beleza, cosmos, junções e emoções em um mesmo pacote é difícil. Mais fácil é ganhar na mega-sena acumulada. Sou burramente humilde. E inteligentemente ignorante pra não colocar uma sainha, sair rebolando por aí e arranjar um bofe pra chamar de meu. Na minha imperícia geral, vou ficando com um bom livro e meu vibrador na cabeceira, enquanto o "sr. cérebro" não aparece. Só espero que ele não venha quando eu já estiver de bengala. Porque aí, pode ser que eu prefira um livro a um pinto.
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050309
Que noite!
De Ipanema ao Leblon
Que barra, chegar na Barra!
Batidinha de cocô? Bar fechado!
Joatinha na área, e eu aérea
Vou te encarar careta
Timidez no bolso, sorriso frouxo
Vinho italiano no gargalo
Te agarro e arregalo os olhos
Pintados de preto...
Você sorri e me chama pra perto
Amor sem teto, bicho solto!
Salto alto, pé inchado
Estamos loucos, sem noção
Calça apertada, mente inflada
Gente chegando, tensão aumentando
Romance irrequieto, mão com mão
Noite com lua, estrela sem nuvem
Beija-flor que me presenteia
Com beijos de baco completo
A pashmina que combina
Com a camiseta amarela
Jeans e afins
E você em cima de mim
Às pedras não rolamos
Deslizamos
Penhasco da loucura que fascina
Abusamos da sorte
Agora não tem mais volta
E na hora do grito
A pequena morte...
Segundos sublimes
De vertigem ao som do mar
Me falta o ar no calor de verão
O tempo passou voando
Eu queria agora uma caneta
E um violão
Cifras e letras
Perdidas no meio da multidão
Você e eu, eu e você
Muito doidos, solidão
Vai embora, te expulso
Me encontro só em uso
Amanhã, desuso, fora de uso
Me uso só e na saudade
À espera da vontade
Que impera, força voraz
Me leva e te traz
Me pega e nos faz
Dois em um
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segunda-feira, 23 de março de 2009
Miragem
Dói o peito quando lembro da gente
Eu assim vou morrendo suavemente
Não deixe isso comigo
Acaba com a tortura e me dá logo um tiro
Te quero, como nunca antes
Não aguento mais a saudade
Não me renegue, me dê ao menos amizade
E se atire aos meus braços, nem que seja pra chorar
Na tua ausência acabo
Na sarjeta, como um rato
Me emprestando barato
Sofrendo, quase me mato
Mas falta coragem
Fecho os olhos e te imagino
Miragem
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domingo, 8 de março de 2009
Poemas e dor
Casa de amigos
Em um sábado festeiro
No fundo saudade
Corpo por inteiro
Mente pela metade
Música interessante
Gente interessante
Bebida com ansiedade
Poesia sem vaidade
Karaokê, paqueras e garçons
Amy na vitrola e vodca na cabeça
Milhares de vozes e sons
Cantando e até encantando
Vou embora e dirijo pensante
Sozinha ao volante querendo voar
Estrada do mar, vento no rosto
Caminho belo, sem esforço
Chego em casa e lembro lembranças
Sento, sinto e curto
Gatos felpudos e peludos
Me dando amor e esperança
Deito na cama e me deixo
Loucura adolescente aprazível
Perdida na fantasia do nosso encontro
Curto, rápido e imprevisível
A gente se toca por osmose
Como na noite inesquecível do
Outro dia que judia a judia que
Fica inclinada e com lordose
De tanto espiar e sonhar
Com o parceiro que veio
E arrebatou por inteiro
Agindo e sendo, produto do meio
Amor, música, poemas e dor
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sexta-feira, 6 de março de 2009
O(s) DIA(s) SEGUINTE(s)...

O dia seguinte é que me mata.
Não consigo me dar sem me doar.
Me entregar faz parte do jogo;
O tal que eu não sei jogar.
Vivo o momento, querendo mais.
Se mais, quero o mês.
Se tenho o mês, almejo o ano.
Se o ano, anseio a eternidade.
Ser feliz sem idade
Um cara maneiro, gente boa
Carioca que pega marola
Uma onda na minha ingenuidade
Me abraça, beija, me deixa
E volta pro lar de frente pro mar
Eu fico aqui, só na vontade
O que me resta? Uma fresta de luar...
Um céu com estrelas esperando o sol
Que afasta as nuves, sonhando pertencer-te
Pra quem sabe amanhã, ou depois...
A gente se cruze, se ligue, se excite
No incrível momento que sempre é ter-te.
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Rendição
Nunca publiquei coisas neste blog que não foram escritas por mim. Mas hoje, diante da situação e pulsação em que me encontro, rendo-me de corpo violado e alma rasgada para um grande mestre:
"É errado, portanto, censurar um romance que é fascinante por suas misteriosas coincidências (...) mas é certo censurar o homem que é cego a essas coincidências em sua vida diária. Pois sendo assim, ele priva sua vida de uma nova dimensão de beleza"
(A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera)
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segunda-feira, 2 de março de 2009
O Ovo e a Bailarina
Felicidade transbordada
E danças na madrugada
Só faltou a cama e o colchão
Com muitas flores na cabeça
Roupas jogadas ao chão
Tua boca na minha
Tua mão na minha
Nossa vida entrelaçada
Sem fim de linha
O ovo e a bailarina
O quase músico e a ex-menina
Jogos com regras e melodia cantada
Quebrada e largada nas arestas da janela
Assim se finge de amada
Se despe de vida e se veste na rua
A vida ensaiada ensaiou e não jogou
Atuou e tatuou
Na alma e na pele
Fratura exposta, NO WAY!
Lá no play, onde rola a festa
Me esquece e me aquece
Nesta cena, não faço cena
Abaixo o orgulho
Embaixo de mim
Te quero assim
Pra sempre acho
Que um dia em você
Me encaixo
E me acho.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Lenda
Lenda, desejos fantasiosos.
Vontade saciada, história real.
Fantástica realidade, histórica e desejada
Na lendária necessidade que sacia
Dois corpos comuns
Com pouco em comum
Quais se deliciaram e sagazmente
Sucumbiram ao prazer
De ser
Homem e mulher
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Malandragem
Você não precisa ser bonito.
Quero charme, atitude, elegância, harmonia.
Inteligência é bom... e um pouco de sacanagem.
Deixe pra lá a ganância, e queira apenas eu.
O que sobra pra mim? Um beijo e um adeus?
Dá logo um tiro na minha cabeça e acaba com essa agonia!
Má, necessária, atraente e ardente.
Noite e dia te desejo, sonho com teu beijo e respiro teu cheiro.
Suado, perfumado, usado, recém-lavado.
Te pego de todo o jeito, de qualquer jeito.
Sorrindo, bebendo, fumando, tocando.
Quero eu também tocar e ser tocada.
No meu corpo, no teu corpo.
Suado, perfumado, usado, recém-lavado...
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
(...)

Inspiração que me abandona, tal qual a pessoa
Que aparece e desaparece, numa boa
Como um gato preto no escuro, casulo
E aqui no meu mundo, sobra duro vazio
Me confunde e me funde a cabeça
Com a incerteza que brota fácil
Com conversa e papo um tanto idiota
Que ilude e engana de forma dócil
Até o próximo sumiço natural
Que me desencanta com proeza usual
Solidão em demasia, nos traz tristeza e melancolia
Lágrimas e chuva interna, que inundam a alma e afogam
O outrora feliz, momento família! E agora condenado... coração.
Além de nós há o outro. Eu só quero cia. Desfrutá-lo com cumplicidade e vontade
É o que há de muito e tudo de bom. Coisas além do umbigo
Abra os olhos, não existe perigo. Ouça o que eu digo
E sejas mais que meu amigo...
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
A Cereja do Bolo

Já não sei mais se vou ou se fico
Se faço isso ou aquilo
Se me entrego ou me fecho
Se apareço ou sumo
Se me escondo ou me revelo
Sempre, lembrada.
Nunca, enjeitada.
Talvez, trocada.
Um dia... amada.
Eu quero, muito.
Mas resisto, pouco.
Me abro, fácil.
Me entrego, na bandeja.
Do teu bolo, sou a cereja.
A primeira a ser vista.
A última a ser comida.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Breve ode a amizade!
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Comida
Frigida frigideira
Frita tuas carnes tenras
Sou o chef da tua cozinha
Inflame seu infame
Meus sentidos nunca sentidos
Com gemidos e suspiros de
Ar e merengue
Dor e cor com gosto
Colorido e doído
De ter nascido gente
Entende?
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
O sapo e a cachorra
Alguns vira-latas conseguem encontrar um dono. Têm sorte. Será que pertenço ao time dos azarados? Já não basta ter nascido sem o cobiçado "pedigree"? A cachorrinha ruiva de olhinhos castanhos esverdeados cansou de revirar latas atrás de comida. Ela quer afagos e carne de primeira! Linhagem eu até dispenso...
O grande lance é que tenho o dedinho podre. Mas beeeeeeem podre. Eu só gosto dos complicados, dos enrolados e dos problemáticos. Os proibidos, os feios, os bocas-sujas, os músicos, os bailarinos, os mestres. Os "algo mais". O psiquismo abalado me atrai. A complicação, a contradição. A afinidade e a ilusão. Quero decifrar os enigmas, trazer luz, resolver os problemas, viajar (cada um paga os eu, sem problemas!), dar presentes... os normais são legais, mas facilmente me enjoam. Meu lance é sudoku (sem trocadilhos - só me faltava essa...), palavras cruzadas tô fora!

Mas será que um sapo imoral, depois de ceder aos meus predicados não se revelaria um príncipe normal? No fundo somos todos iguais. Querendo carinho, abraço, papo interessante e um pouco de atenção no fim de um dia chato e estressante. Sabendo disso (que o encanto pode dizer que vai comprar cigarros e nunca mais dar as caras), tenho de relaxar e curtir a incerteza que traz emoção e encantamento aos sapinhos. Pensando no momento, sem delonga e demora, se entregando na hora. A cachorra tem de curtir ter companhia pra revirar o lixo, sabendo que depois comerá sozinha.

É de fácil entendimento e explicação o porquê da minha solidão. Sou uma máquina de sentimentos retidos, prontinha pra explodir. Quero dividir o amor que eu tenho em mim com alguém. Por isso me apego fácil. Uma vez me disseram que "quem se apega é gato". Pois é... eu tenho quatro. Mas seus afagos, lambidas e mordidinhas não me bastam. Eu quero diálogo. Mais que sexo (que eu adoro, mas sou difícil), eu preciso de companhia. Ter alguém para dividir a mesa do café depois de uma noite bem dormida (com ou sem sexo). Abraçar sentindo a alma e beijar diariamente. Sentar no sofá embaixo de um fofo edredom e assistir um filme iraniano enroscando os pés.
Mas para isso, tenho de parar de revirar latas e entrar em uma pet-shop. Não estou super feliz, mas também não estou deprê. Só ando um pouco cansada das ruas. Acho que vou dar uma mudada e ficar quietinha, só pra ver qual é. Vai que tenha um sapo de perna quebrada se recuperando e a gente se encontra no quentinho?

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terça-feira, 23 de setembro de 2008
Reações
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Você e eu
Você foi
E eu deixei você ir
Você voltou
E eu deixer você vir
Você chorou
E eu o amparei
Você sorriu
E eu o abracei
Quantos beijos beijados
Quantos sonhos sonhados
Quantos abraços apertados
Quanto carinho doado
Você quis ir
E eu permiti
Você pediu
E eu dei
Você proibiu
E eu parei
Você falou
E eu calei
Muita transpiração
Pouca emoção
Muita falação
Pouca paixão
Muita rebeldia
Pouca parceria
Muito calor
Pouco amor
Você foi embora
E eu nada fiz
Você volta agora
E eu nada faço
Você quer concordar
E eu não vou aguentar
Ter metade de você
É ter coisa nenhuma
Ter você por inteiro
É prato cheio
Ter fartura e abundância
É o que necessito desde criança
Meio termo é conflito
De dois ou mais
indivíduos
Por isso me agito
E retifico
Dois ou mais
É gente demais
Só funcionamos mesmo
Como amigos
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terça-feira, 16 de setembro de 2008
Vai. Vou?

Não sei pra onde vou
Que rumo tomo
Que caminho sigo
Vou rumar seguindo
Afligindo com vista pro mar
À dor entregue
Como palhaços fingindo alegrar
A alegria que não se segue
Só se busca e persegue
Sem encontar
Pare de pestanejar
E os olhos feche
No lugar onde tudo é
Possível e irreal
O mundo dos sonhos dormidos
Porque
Sonhar acordado é divertido
Porém sofrido
Por isso me deito e durmo
Tento sonhar com a rebeldia
Que deveria ter em vida
Acordada e de dia
Boa noite, calmaria...
Deixo pra lá o desespero
Quero paz e sossego
Treinando o desapego
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sábado, 13 de setembro de 2008
Tão bem
Só quero sentir
Tô bem assim
Emergir do meu mundo e cair no outro
Gatos, cartões, emoções
Quero partir meu pensamento
E repartir meu argumento
Uma valsa e um sonho de valsa
Que seja bem desenhada
Pois sei que dançada é
Pensada eu passo
Pé com pé
Passo rítmico
Ritmo passado a limpo
Dois pra lá, dois pra cá
Perdido e encontrado
Sem garimpo
Veio na minha mão
Caiu no meu bolso
Pousou em meu riso
Solto!
Almas flutuantes
Melhores agora
Que antes
Não quero nada
Só mais um beijo
E um copo d'água
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Rimas e versos não fazem mais minha cabeça.
Não tô mais afim.
Ainda parte de mim?
Não sei, talvez ou com certeza?
Quero ser feliz e livre
Respeitar sem brincar
Quero um sorriso e um beijo
Quero cheiro bom no ar
Ser respeitada e amar
Rimando, gostando e tocando
Meu violão e tua mão
Ah! Paixão...
Haverá lugar no teu avião?
Pra dona da canção
Que sempre fala de emoção
E escreve com o coração
Letras fáceis, rimas bobas
Sentimentos únicos
Escritas tolas
Recheadas de injúrias e verdades
Variedades na cabeça oca
Zumbido suave no ouvido
Cheia das histórias todas
Que me contam
E que eu vivo
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sábado, 6 de setembro de 2008
'Nego' se enforca sozinho...
Eu juro. Por tudo o que for mais sagrado. Juro por uma Fendi edição limitada. Juro que eu queria saber o que se passa na cabeça do sexo oposto.
É, do homem. Deles em geral, pra simplificar e generalizar.
Sei que não existe receita de bolo (tá, até existe... mas é só pra BOLO!).
Um conselho infalível que poderíamos escrever, publicar, vender, negociar, e transformar em um best seller. Ganhar o ser desejado em 7 dias! Trazer de volta a pessoa amada! Êta, parece até anúncio de cartomante charlatã!
O grande lance é que se as pessoas (isso inclui "ladyes and gentlemans") agissem naturalmente, seria tão mais natural (redundância...) e fácil de se lidar! Quer vê-la? Ligue! Não fique na inércia! Movimente, contradiga, lute! Nos tempos modernos as mulheres também podem tomar a iniciativa, mas... à moda antiga é tão mais bonito... e galante, excitante. Seja homem! Se a quer, vá à luta. Mereça. Mostre-se o mais interessante entre os 'homo sapiens' presentes (e ausentes)! Alimente sua escolhida (leve-a ao Gero!), impressione-a (flores?), conquiste-a (beije bem), seduza-a (você sabe como). É tão mais másculo...
O sexo frágil (vulgo mulher) é diferente do homem (e que nenhuma feminista de pochete me contradiga!), morfo e fisiologicamente.
Vocês foram feitos pra trocar pneu.
Nós, não. Se somos diferentes na aparência, na consciência, na essência, por quê lutar e exigir tratamentos iguais?
Não!
Somos diferentes e queremos ser tratadas de um modo diferente.
VOCÊS abrem a porta do carro!
Não estou dizendo pros homens se ferrarem e as meninas ficarem de braços cruzados. Desculpe se fui mal interpretada.
Cada um tem de ceder um pouquinho. Se ele deu o primeiro passo, siga adiante. Se ela mostrou-se perto, chegue junto. E assim sucessivamente. O primeiro que tentar jogar, vai melecar o tabuleiro.
Aja naturalmente, sinta e reflita. Não há jogo mais inteligente, diria o melhor dos apostadores.
Pra que puxar a cadeira pra sentar e ficar de pé? O grande lance do jogo é não jogar. É relaxar. E tentar achar um outro alguém que esteja na mesma sintonia, que tenha a mesma energia. Mas já aviso: é como jogar na loteria. Só os sortudos conseguem. Difícil conseguir acertar e ganhar.
Mas se ganhar... ah... o nirvana! Alegria mental, urbana e insana.
E pensar que ainda tem gente que tira a sorte grande e consegue perder o bilhete...
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Movimento
Mente louca e insana
Perdida
Na confusão da profusão
Proferida
Com intenção mundana
Aturdida
Sem saber que ele engana
E agora?
Me ilude com abraços
Joga, faz que adora
Preferida sedução
De mãos e ilusão
Histórias e conversas
De gente grande
Pequena forma que provoca
Força pulsante
Vasculha meu corpo e minhas memórias
Conduz e abrage
Minha dança e minha fala minguante
Seduz meu corpo pouco usado
Quase virginal
Pela mãe muito amado
Com atenção total
E ligação interurbana
Querendo
De uma forma profana
Com força ser
Levado
Ao inútil paraíso
Fútil
Da entrega sem cuidado
- Cuidado -
Eu aviso
Alguém pode sair machucado
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Garoto...
Coração que sofre
Se entrega
Se abre
Se mostra
Escolhe errado
O cara amarrado
Marrento
Achado
Me chama com os olhos
Finge que não vê, vendo
Se mostrando, se abrindo e fechando
Magoando
Uma mulher apaixonada
Fácil de se lidar
Louca pra se entregar
Querendo cuidar
E ser cuidada
Com carinho
Entrega
Procurando um ninho
Tal qual um passarinho
Perdido
Constrangido
Fugido
Sofrido
Me cuide e
Me ame
Proteja e
Proclame
Ao mundo
Pra essa gente
Que te amo
Só quero que também
Me Ame(s)
De um jeito ingênuo
E inocente...
VERDADEIRO
DERRADEIRO e
POR INTEIRO.
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Ele
Ele não canta, ele não dança, ele não toca
Mas ele toca minha alma
Com seu olhar de indiferença e suas lembranças
Eu choro, eu sofro, eu o desejo
Com toda minha força, cheia de esperanças
Ele não é o melhor dos homens
ELe não é o maior dos homens
Mas eu por ele choro
Com ele sonho
Por ele sofro
Com ele quero estar
Na pele dele tocar
Sua boca beijar
Sentir seu corpo pulsar
E com ele ficar
Me deixe mostrar
Quanta felicidade posso te dar
Quanto amor posso te emprestar
Quantas coisas boas posso te ensinar
Quanta paixão posso te entregar
Se abra e me aceite
Não me rejeite
Vamos ser felizes
E eternamente aprendizes
Do amor louco e insano
Que estamos compartilhando
Hoje, ontem e amanhã
Já me ganhaste
Apostaste e cá estou
Inteira ao seu dispor...
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domingo, 24 de agosto de 2008
Eu, dor

EU não sei quem sou
Destruidora
Agregadora
Amável ou
Intragável
EU não sei como sou
Frágil
Forte
Perecível ou
Invisível
EU não sei se sou
Inteligente
Burra
Inovadora ou
Desbravadora
Confusa na inteligência humana de pertencer
A um nicho único de filha única
Maltradada ao invés de mimada
Brecada sempre
Incentivada nunca
Dedo na ferida pra ela jamais curar
Olho aberto como Kubrick com Alex
Para nunca fechar e eu sonhar
Pé na cabeça que me enviava ao fundo
Do poço escuro que se tornou meu amigo
Íntimo, úmido, profundo e quente
Abraço molhado não desejado
Mas que me acolheu sempre que eu precisava
Quando a progenitora maltratava e pisava
Porque esquecia que eu era gente
Constantemente.
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E agora?

Tá rolando um desespero
Amor sem beijo
Paixão sem desejo
Quero ele e não ele
Me rouba a solidão
Me enche de curtição
Sou tua, me tira dele
Me ensina a beber
Me deixa te amar
Não quero durar
nem sobreviver
Quero viver
Pára de jogar
Quero me jogar
Nos teus braços
E apenas sonhar
Em tí vibrar
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Fiel companheira

Ela voltou!
E voltou forte, junto, colada!
Eu sabia que a minha grande musa inspiradora não me abandonaria por muito tempo. Ela é fiel, parceira, me ama.
Quem é ela?
A tristeza.
Devo ter nascido pra escrever. Escrever e sofrer. Fazer com que meus escritos inspirem outros casais a serem felizes ou a fazer com que a menina que tomou um fora não se sinta sozinha. Sou a fundadora, sócia remida, cliente mor do clube da infelicidade.
Não me falta dinheiro. Não me falta estudo. Não me falta violão. Tenho até uma mamãe (doentinha, mas em franca recuperação) que mais parece minha irmã, pois conversamos sobre tudo e todos. E sem julgamento, apenas com abraços e palavras (às vezes fortes) de estímulo e incentivo.
Mas me falta amor. Amor carnal, de homem pra mulher, desejo, sexo, paixão, tesão, atração. Parece até que sou a pior das mulheres, aquela que foi escolhida por Deus ou pelo Diabo para ser a mártir, para carregar no osso do peito toda a rejeição e insatisfação que uma fêmea pode suportar. Eu tô chegando no meu limite. Quando eu enxergo um raiozinho de sol pela janela, e resolvo pôr a cara pra fora pra me energizar, vem um passarinho e caga na minha cabeça, o vizinho de cima joga um cigarro que me queima a testa, escorrego e quase caio no chão e meu brinco, aquele que eu mais amo, se desprende da minha orelha e despenca lááááá embaixo. E ainda passa um carro por cima, pra deixá-lo bem esmagado e sem condições de uso.
Não sou religiosa, mas acho que todos os Santos são passíveis de crença. Por isso, comecei a acreditar que eu fui um homem muito f.d.p., que fez muita mulher sofrer em alguma outra (recente) vida. E nesta agora, eu vim pra pagar. Tudo. Todos os pecados do meu eu masculino. Com juros altos e super correção monetária-sentimental.
Mas antes de ter nascido mulher ou homem, sou um ser humano. A dor que insiste em residir no meu coração é tão grande que passa pelos ossos, pela carne, pelo recional. Eu sou frágil por fora, mas sempre tentei ser a durona por dentro. Mas a carga tá pesada demais pra mim, não tô aguentando. Quero desistir. Entregar os pontos.
Sei que para desfrutarmos com propriedade e sabedoria a plenitude da felicidade, temos de sofrer um pouquinho antes. É, aquela história de conhecer os dois lados, pra valorizarmos tudo de bom que vier, blábláblá.
Mas eu não consigo reconhecer algo que eu nunca tive. Adoraria estar do "outro lado" por mais de uma semana, por mais de meia dúzia de beijos e duas transas fantásticas.
Não tô pedindo muito, só quero ser feliz.
Ou será eu não mereço. Que ser feliz, pra mim, é muito?
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Quarta-feira
Não tô lá muito inspirada hoje.
A inspiração se fez presente em todo o meu dia hoje.
Foi pro corpo, pra alma, veio de lá apaixonada.
E acabou nada sobrando pra mente e pras letras.
Ah, se sempre assim fosse...
Espero que não seja só por hoje!
Por que felicidade não combina com a escrita?
O chique e elegante sofrimento não rima nem combina
Com pular e cantar. Só na "bahianidade" da musicalidade
Sei escrever minhas derrotas, mas porque não minhas conquistas?
Descrever os dias felizes, vivendo e aprendendo com a vida
Rir da alegria, abraçar o tempo bom e iluminar o edredom
Sendo mãe, filha, mulher e amiga. Ou apenas menina
A noite me fascina e me desperta os sentidos intelectuais
E digo, com firmeza e formosura, sem mais:
Felicidade, me permita escrever e descrever-te!
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domingo, 10 de agosto de 2008
Tenho por você

Necessidade talante...
O corpo tem por comida
O pulmão por ar
O desejo de amar
A impetuosidade em poder saciar
Se febre, arejar
E com tamanho devaneio irracional
Brincar de não ser animal sentimental
Sem cessar
Quero, mesmo intangível...
Como um ancião que aposta na loto
O desafinado cantar com aprumo
A feia ser bela
Um afecto desgorvenado acertar seu rumo
Desejo é cobiça...
Tal qual o apetite dos animais em certo período
-Cio-
Um sol escaldante, num dia chuvoso de domingo
Bêbado bêbedo, e sua salivação etílica
A 'mademoiselle français', sem luvas de pelica
Insanamente mais louca...
Que John por Yoko
Paixão com sexo
Afinidade com propriedade
Londres na maioridade
Sentindo, sofremos
Sofrendo, vivemos
Vivendo, sonhamos
Sonhando, realizamos
Realizando, alcançamos
Alcançando, sossegamos
E desfrutamos com dor e prazer
A dor e o prazer de escolher
E termos sido escolhidos
Como Penélope por Almodóvar...


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sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Meia fina

Me sinto bem, ele é muito astral
Inteligente, interessante, provocante
Gente boa, atraente e sensual
Uma taça de vinho branco
E o clima fica mais legal
Por baixo da mesa, sinto sua perna
Fazendo a sedução universal
Ele me quer, eu o enlouqueço
A gente se entrega na paquera
E quase esquece de manter a discrição
O mundo parou pra nós dois
Faço o que tenho vontade, não me sinto mal
Conversas paralelas sem resposta
Amigos ficam no vácuo do nosso instinto animal
Nós agora descalços, pé com pé
Meia fina, sensual
Que fascina e o rosto dele
Ilumina
Juntos viraremos um
Para que o momento eternize
Nossa vontade de mais e mais
Criamos histórias e personagens
Aumentamos as sacanagens
Para que nosso sonho se materialize
De dormir e acordar sempre
Na mesma cama, no mesmo quarto
Tudo conspira pra que se realize
Fantasia, música, corpos e beijos
Olha nos meus olhos e me focalize
Com teu som, tua fala e teu toque
Menino, me energize e provoque
O dia vai virar noite
A noite vai virar dia
Eu do meu jeito
Tu do teu jeito
E nós sem jeito
Cansados, suados e abobados
Emoção ao mar, poesia ao luar
Vidas e dinheiro pro alto jogados
Nós dois nos bastamos, somos safados
E pra sempre seremos amados
Eu por tí
E tu por mim
Simples assim...
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